Texto base: João 11.17-45

INTRODUÇÃO
A afirmação de Jesus que estudaremos na lição de hoje está no contexto de um grande milagre. Um dos maiores já realizados. A ressurreição de um homem que estava morto há quatro dias. A ressurreição de Lázaro. Ao operar esse feito extraordinário, Jesus disse que ele mesmo era a essência do milagre. Ele é a ressurreição e a vida.

DESENVOLVIMENTO
Os fatos da vida de Lázaro apresentados pelo presente texto bíblico podem ser aplicados como uma ilustração de nossa caminhada espiritual. Assim como ele, podemos passar por algumas fases em nossas vidas. São elas:
1. À semelhança de Lázaro, estávamos (estamos) mortos
O apóstolo Paulo, em Ef 2.1-3, nos diz: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais”. A Bíblia nos ensina que, antes de nos encontrarmos com Cristo, estávamos mortos espiritualmente, vivendo de maneira completamente independente e à parte de Deus e de sua vontade. Nesse tempo, nós seguíamos três mestres malignos: o mundo (sistema de crenças e valores contrários a Deus); o diabo (ser que é a personificação do mal e que faz oposição a Deus); e a carne (natureza humana corrompida e inclinada para o mal). Por conta disso, estávamos destituídos da glória de Deus (Rm 3.23) e debaixo de sua ira (Rm 1.18).

2. À semelhança de Lázaro, Jesus nos chamou (nos chama) da morte para a vida
A continuação do texto de Efésios, acima citado, diz: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus”(Ef 2.4-7). Quando estávamos mortos em delitos e pecados, Jesus, movido por grande graça e misericórdia, nos deu vida.
À semelhança de Lázaro, ele nos ressuscitou. Conforme a Bíblia, a maneira de uma pessoa se apossar dessa ressurreição graciosa é mediante a fé. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé” (Ef 2.8).

3. À semelhança de Lázaro, trouxemos para a vida alguns resquícios do tempo na morte
O presente texto nos diz que Lázaro, ao sair do túmulo, estava com as mãos e os pés atados por faixas de linho e com o rosto envolvido por um pano. Ele se locomovia com dificuldades. Não podia enxergar direito o que estava ao seu redor, nem mexer as pernas e os braços com liberdade. Isso também acontece conosco. Apesar de já estarmos livres da morte espiritual, ainda enfrentamos o pecado e as consequências advindas dele dia após dia. Precisamos ser libertos de algumas ataduras que ainda nos prendem. Paulo relata sua experiência quanto a isso, em Rm 7.15-25 (peça que alguém leia esta passagem).

CONCLUSÃO
Considerando esse milagre de Jesus, podemos nos identificar com uma destas três situações:
1. Ou estamos mortos espiritualmente e vivendo à parte de Deus;
2. Ou já experimentamos o poder da ressurreição, mas ainda estamos presos a pecados que nos impedem de desfrutar uma vida de plenitude em Cristo.
3. Ou já vivemos a nova vida plena, livre e abundante que Jesus veio nos conceder.
Se você se enquadra na primeira opção, Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” (Jo 11.25,26). Peça a Jesus para te ressuscitar e te dar uma nova vida. Para que isso aconteça, é necessário que você creia nele.
Se a sua opção é a segunda, pense, agora, em quais são as faixas que estão impedindo que você caminhe com liberdade pela vida cristã. Eis algumas possiblidades:
• Pecado que “tão de perto rodeia” (Hb 12.1);
• Relacionamentos errados (Mt 18.15-20);
• Prioridades erradas (Mt 6.33);
• Envolvimentos religiosos no passado (At 19.18-20);
• Dificuldades com auto aceitação (Sl 139);
• Mágoas e ressentimentos (Mt 6.14,15);
• Lembranças amargas (Lm 3.19,20).

Fonte: Igreja Batista Central / Belo Horizonte – MG
Adaptado por: Pr. Eduardo Garcia – MCEO / Baependi – MG – www.ministerioceo.com.br
Correção Gramatical: Samuel Lopes Maciel
Coordenação e Revisão Geral: Pr. Donizétti Maciel

Estudo de Célula de Janeiro de 2018